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Praticamente todas as coisas nessa terra são avaliadas pela raridade e beleza, duas características que ajudam a destacar o que é especial.
Quando algo consegue ser belo e raro ao mesmo tempo é sinal de que estamos diante de um momento mais do que especial.
E é isso que acontece quando alguém se depara com a campainha azul (Porphyrospiza caerulescens), ave passeriforme da família Thraupidae.
Conhecido também como azulão-do-cerrado, azulinho-de-bico-de-ouro e cidrinho, é uma espécie típica do Cerrado, de rara beleza e escassa distribuição, classificaca como "Quase Ameaçada" pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).
Ela vive geralmente em ambiente aberto de gramíneas, arbustos e árvores baixas.
Em uma região típica do cerrado mineiro, de relevo ondulado e pedregoso, capim ralo e árvores típicas, às margens da estrada que liga Tapira à comunidade dos Pinheiros, não muito distante da Cachoeira da Chiquinha, em Tapira (MG), uma mancha de azul intenso chamou a atenção em um galho seco. A fotografia mostra um macho da espécie cantarolando em pose atenta, empoleirado em um galho de àrvore seca, com plumagem de um azul profundo e bico amarelo vivo, contra o desfoque verde da serra.
Para Tapira, o recado é direto: encontrar uma campainha-azul em liberdade indica que ainda existem áreas de campo e serra em condições de abrigar uma espécie exigente. Esses fragmentos preservados funcionam como refúgios.